Textos



 

O RUMO DA VIDA

ter mais que uma sombra
assombra
a nossa sombra


De tanto fazer poesia, acostumada às coisas do sentimentalismo, fui me enganando de uma carência meio saudosista, pensando que precisava de alguém ao meu lado e que se assim fosse, seria o fim de muitos problemas...
Quá!

Não quero ninguém no meu pé, essa é a verdade.

Na atual conjuntura de liberdade emocional e prática, vejo que ter alguém de olho nos meus passos é detestável: alguém querendo saber o que se passa comigo, quando e se acordo bem, a que horas vou dormir...

Quero ter que não dar explicação alguma, nem quero hora marcada para isso ou aquilo. Vou bem como estou e ser cercada para esclarecer o que penso ou sinto, é demais aborrecedor.

Gosto de acordar cedo por causa do silêncio enquanto todos dormem...
Não tenho mais o hábito de refeições em horário determinado: posso almoçar às quatro da tarde, tanto quanto posso tomar um lanche ao meio dia.
Eu detestaria ter que cozinhar feijão para alimentar alguém que goste desse prato cotidianamente: que falta de imaginação!

Estou livre de um par e assim constato que quero ficar.
Nada de ter que dar explicação:
Quero entrar e sair na hora que der na telha, quero dormir quando o sono chegar e acordar sem ninguém a me questionar; não quero ser incomodada nas manias que já adquiri sendo sozinha.

O romantismo da vida, deixo-o só para os versos, fazendo de conta que acredito no amor!

 


 
Ene Ribeiro
Enviado por Ene Ribeiro em 21/12/2017
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